domingo, 12 de junho de 2011

Biografia de Manuel Alvares de Azevedo

     Manuel Antônio Álvares de Azevedo, foi um escritor jovem, digo isso pois esse morreu jovem demais. 
     Nascido na capital de São Paulo, na rua são Francisco, próxima da faculdade de Direito, no dia 12 de setembro de 1821. Seu pai foi Inácio Alvares de Azevedo e a dona Maria Luísa Carlota Silveira, sua mãe. Esse teve dois irmãos, uma mais velha, Maria Luísa, outro no entanto, morreu em 1835, dois anos depois da família ir morar no Rio de Janeiro. Com a morte de seu irmão, veio a ter a saúde fortemente abalada por moléstia contraída com o choque emocional sofrido com a perda do irmão.
     Em 1845 matricula-se no Imperial Colégio Pedro II, onde permanece até 1847. Adquiriu o grau de bacharel em letras. Sempre foi  um aluno disciplinado e exemplar. Entretanto, era possuidor de um gênio folgazão e caricaturava mestres e empregados do colégio numa crítica mordaz e, às vezes, irreverente.
     Em 1848 matricula-se na Faculdade de Direito de São Paulo.
     Em dezembro de 1849, vai passar as ferias em companhia dos seus, no Rio de Janeiro. Nessa época lê intensamente Byron, shakespeare, Goethe, Heine, Musset e outros. Em carta datada de 1º de março de 1850, enviada ao amigo Luís, relata sua dedicação a leitura e suas obras escritas, relata sua tristeza, sua solidão.
     Em maio de 1850, regressa a São Paulo, funda à Associação do Ensaio Filosófico Paulistanos. No fim do ano, passa as ferias de fim de ano como de costume em companhia dos familiares no Rio de Janeiro. Em dezembro dirige-se para Itaboraí, para passar as ferias na fazenda de parentes. Ja tuberculoso, um acidente veio a complicar o seu estado de saúde, cai de um cavalo, originando a queda um tumor na fossa ilíaca que o manteve no leito até a morte.
    Alvares de Azevedo sofreu do " maus do século ", pressentindo a morte, e o traduzindo em poesia.
     A 25 de abril de 1852, Alvares de Azevedo expirou, no Rio de Janeiro, sendo suas últimas palavras: "Que Fatalidade meu Pai!" Foi sepultado no cemitério Pedro II, na praia Vermelha, sendo translata-do, em 1854, para o cemitério de São João Batista. Em  seu túmulo lê-se o verso que ele próprio pediu para epitáfio: " Foi poeta, sonhou e amou na vida"...

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